
Se você perceber que seu cachorro pula cercas, aproveita um descuido e foge pelo portão, enfim, faz de tudo para ficar na companhia da cadela do vizinho, é forte a possibilidade de o seu fiel companheiro estar "apaixonado".
A teoria de que os animais possuem sentimentos e costumam demonstrá-los já é aceita por muitos pesquisadores. Segundo o biólogo e jornalista Klaus Wilhelm, em artigo publicado em 2006, "estudos sobre o metabolismo do cérebro fornecem evidências de que os sentimentos dos animais talvez não sejam muito diferentes dos sentimentos dos seres humanos, pois entre eles há processos cerebrais comuns".
Conforme Raul Dalmarco Filho, veterinário e especialista em comportamento animal, embora não aconteça da mesma forma que com os homens, os cachorros podem se "apaixonar". "Quando os cães criam o hábito da convivência, passam a dormir e a viver juntos, e cria-se entre eles um grau de intimidade, uma relação de casal. Às vezes, uma cadela que está no cio acaba dando atenção apenas a um cachorro e ignorando todos os demais", afirma.
Não há um motivo particular para um cão "apaixonar-se" por uma cadela, ou vice-versa. "A escolha é aleatória e baseia-se, quase sempre, na convivência. Algumas vezes, também, essa relação está ligada a uma experiência positiva que o animal teve na sua infância, com outro cachorro ou, até mesmo, com uma raça específica", diz o especialista.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
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Jonathan
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Os cupins comem a madeira?

Se um grupo de cupins destruiu a porta de sua casa ou arruinou aquele armário velho que seu pai adora, não pense que eles tentavam facilitar uma invasão ou forçar a renovação dos móveis de sua família. Na verdade, estavam apenas fazendo suas refeições diárias, que, em alguns casos, têm como prato principal uma cama, uma cadeira ou uma mesa.
Não há uma explicação científica para o porquê desses animais se alimentarem de madeira, segundo Pedro Gnaspini, professor do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP). "É o resultado de um processo evolutivo, que leva cada grupo de animais a se alimentar de alguma coisa diferente", diz.
Os cupins podem inutilizar a madeira porque conseguem roer os pedaços e ingeri-los. No entanto, não são capazes de fazer sozinhos a digestão dos pedacinhos que engolem. Dependendo da espécie, são total ou parcialmente auxiliados por organismos como bactérias, protozoários ou fungos que vivem dentro de seu aparelho digestivo e se alimentam de madeira.
Dentro do corpo do cupim, esses organismos ingerem as partículas de madeira, digerem e excretam. É dessa excreção que o inseto tira os nutrientes para viver. A parceria é necessária porque o aparelho digestivo do cupim não processa a proteína de celulose presente na madeira.
Eliana Cansero, professora do Museu de Zoologia da USP, lembra que cada uma das 3 mil espécies de cupins tem preferência por algum tipo de madeira. Algumas preferem madeira seca, como a dos móveis, outras madeira dura, enquanto ainda existem as que gostam de madeira úmida e as que escolhem a madeira podre. Há ainda espécies que não comem madeira e sim húmus presente no solo.
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quinta-feira, 18 de junho de 2009
Linda história de vida
Quero dedicar este espaço para falar de alguém muito especial na minha vida!
Tudo começou quando eu ainda era pequeno e fui apresentado a ele, aprendi a amá-lo e andávamos sempre juntos. Eu ainda era pequeno, tinha por volta de 5 ou 6 anos de idade...
Para ler mais, clique abaixo:
http://makingdiference.blogspot.com/2009/06/historia-de-vida.html
Ler esse texto foi importante pra mim, acho que seria importante pra vocês também!
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Jonathan
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terça-feira, 16 de junho de 2009
Os peixes fazem xixi?

Não são apenas aqueles banhistas mal-educados que usam o mar para fazer xixi. Os peixes, assim como todos os vertebrados, também urinam. Mas eles podem ser desculpados, afinal estão em seu habitat.
Os rins do peixe filtram o sangue para retirar as impurezas, restos do metabolismo que ocorre em cada célula do corpo. Dessa forma, a urina é produzida. Quem esclarece é Roberto Reis, ictiólogo e professor de Zoologia da PUCRS. A Ictiologia é o ramo da Zoologia responsável pelo estudo dos peixes.
Ainda segundo o professor Roberto Reis, "os peixes ósseos de água salgada eliminam uma urina mais concentrada que os peixes de água doce, pois precisam reter água em seus corpos". Tubarões e raias, por exemplo, costumam conservar no sangue quantidades significativas de uréia e outros compostos, o que faz com que sua carne tenha um cheiro característico de urina.
Ao contrário dos peixes de água salgada, que já perdem líquido por osmose (movimento da água entre meios com concentrações diferentes de substâncias dissolvidas), aqueles que vivem em água doce eliminam muito líquido, através de uma urina mais diluída, pois precisam livrar-se do excesso da água que entra passivamente em seus corpos. Dessa forma, com os rins produzindo bastante urina, os peixes de água doce evitam que seus tecidos fiquem saturados.
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13:29
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Os bebês nascem sabendo nadar?

Mesmo que aparentem ter habilidade com a água, os bebês não nascem sabendo nadar e, por isso, não podem ficar na água sem a companhia de um adulto, conforme a pediatra e professora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (Ufcspa), Lina Aparecida Zardo. A explicação para os movimentos de braços e pernas quando se põe um bebê na água são os nove meses de gestação no útero, quando o feto se desenvolve dentro de um líquido, que faz o contato entre o seu corpo e o órgão da mãe.
"Na gestação, o feto se movimenta muito, o que cria uma certa habilidade dentro da água", afirma a especialista.
A desenvoltura, no entanto, é apenas aparente. Os movimentos do bebê são muito mais fruto de reflexos do que resultado de uma coordenação motora suficiente para se manter e se movimentar sozinho na água. "É uma movimentação espontânea, mas não controlada", diz Lina.
Além disso, os bebês não nascem com força suficiente para erguer a cabeça para fora da água, nem com capacidade para controlar a respiração de forma consciente. Mesmo porque o uso do aparelho respiratório inicia apenas depois do nascimento. Na gestação, todo o oxigênio do bebê é obtido por meio do cordão umbilical.
A capacidade de nadar sozinho normalmente vem somente depois dos quatro ou cinco anos de idade, segundo a professora. É a partir dessa fase que as crianças tornam-se aptas a equilibrar a cabeça, coordenar os movimentos de corpo e respirar corretamente. "Neste momento eles podem ter essa habilidade consciente adquirida com treinamento", destaca.
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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Por que o siri anda de lado?

Um dito popular menospreza o siri por não andar para a frente. Mas para a ciência, isso está longe de ser um problema. Pelo contrário, andar de lado é fruto de um processo que deu vantagens ao longo da evolução a esse simpático exemplar do grupo dos crustáceos, conta o professor da Universidade Federal de Santa Catarina Leandro Clezar.
"Ele tem patas articuladas na lateral do corpo, que torna difícil a movimentação para frente e para trás, mas fácil para os lados. Em conjunto com os olhos, isso forma uma estratégia de sobrevivência", diz Clezar.
Como aquele caminhar esquisito pode ser uma estratégia? Por causa do tipo de visão: os olhos são dispostos lateralmente. Isso facilita a fuga de seus predadores - grupo no qual se incluem até alguns tubarões - e a competição por alimentos.
Clezar lembra ainda que o siri tem o último par de patas modificado especialmente para a natação - assim, se parece ágil ao correr para um buraquinho na praia, imagine debaixo d'água.
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terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Qual a origem da expressão 'pagar o mico'?
A expressão geralmente surge em situações embaraçosas. Diz-se que 'pagou mico', aquele que passou vergonha, deu um vexame. Mas o que este simpático animalzinho, o mico, tem a ver com isso?
Segundo nos informa o professor Ari Riboldi no seu livro O Bode Expiatório, no baralho do jogo infantil 'Mico Preto', cada carta corresponde à figura de um animal, com macho e fêmea, constituindo, assim, o par. Somente o mico não tem par. Formados todos os pares, o jogo termina e o perdedor é o que fica com a carta do mico na mão.
No jogo, não pagar o mico é uma questão de estratégia e sorte. Mas quem é que nunca pagou um mico na vida? Na hora, a gente fica sem graça, morrendo de vergonha, mas depois - como no jogo - ele é motivo de boas risadas.
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Jonathan
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